movimenta-se em tanque de água turmalina mediante a força da luz.estranhamente. a solução está na ponta de sua língua bífida de lamber orelha comestível : aquela que tortura, seguida a mamada lúcida e intensa, em lóbulo esquerdo. com o calor, o contato do silêncio no tempo oxigenado é maior. então, escorre vórtice. sem solução... porque agora cansada, ela transmuta o choque proveniente de sua cidade internamente aquática e estereotipada. pairando um suor laríngeo, a resposta ainda continua dentro.
ela segue.
adriana zapparoli
zeniteblog.zip.net
(Nas palavras do crítico André Dick, os versos de Adriana Zaparolli é "por vezes, é uma poesia que parece estar sendo exagerada e até mesmo romântica quando está trabalhando em camadas diferentes de linguagem, além de se caracterizar por um humor sutil, sempre oblíquo e desviado pelo tom científico de algumas proposições. No entanto, por trás disso, parece haver, junto com a sintaxe rebuscada, as elipses e fragmentações, uma procura por certa completude que inexiste, mas que insiste em ser buscada.")
Gente querida : O post de hoje é sobre algumas correspondências recebidas ,de diversas partes do país.
·ADÃO WONS -Inicio o post com o registro do recebimento da carta do amigo Adão Wons, da cidade de Cotiporã, Rio Grande de Sul. Adão gentilmente me enviou um exemplar da publicação “Cotiporã Cultural”, editada por ele, com o apoio da Secretaria de Cultura da cidade. O zine publica poemas e informações culturais. Adão me enviou ainda um folder sobre sua bonita cidade. O que tem no folder você pode conferir aqui ( http://www.riogrande.com.br/turismo/cotipora.htm). Do zine, posto o poema Destino, de Antonio P. Mello : Cada caipira que nasce/traz o destino traçado/uns prá viver na fartura/outros prá viver apertado/eu nasci prá me meter em encrenca/e vivo só encrencado”. Contato : Adão Wons : Rua Marcílio Dias, 253 – Cotiporã – Cep 95335.000
·AS ACADÊMICAS – Da cidade de Vitória, Espírito Santo, recebo a publicação “As Acadêmicas”, editada por Regina Menezes Loureiro e Maria José Menezes. A publicação publica crônicas e poemas . Dela transcrevo um poema de Pedro Du Bois : IRRELEVANTE : Na irrelevância do tempo/o desencontro se ausenta:/nomes apostos/mestres se renovam/em mesmas coisas/homens opostos/a vaidade adjetiva/colegas decompostos/em amizades: O bem/resolvido/caso/de estarem juntos/homens dispostos” . Contato : loureiro@tribunaonline.com.br .
·PRÓ-DONS - Igualmente acuso o recebimento do jornal “Pró-Dons, o jornal da poesia “, editado em Uberlândia, Minas Gerais, por Angelo Augusto Ferreira. O “Pró-Dons..” é um periódico literário que é distribuído gratuitamente . É detentor de muitos prêmios literários e pertence à várias entidades literárias no país. Faz parte do “Projeto Fundação Casa do Poeta de Uberlândia – MG”. Contato: http://www.poetabrasileiro.com.br. Dessa publicação, posto uma quadra : “Quem é plantador de vento/colhe apenas tempestades/não conhece o sentimento/que constrói as amizades”(Antônio Cabral Filho)
·ADRIANA VIEIRA -A minha amiga Adriana Ribeiro Vieira, envia da cidade de Partenon- Poá –RS, dois poemas evangélicos. Desde que se converteu, Adriana dedica sua inspiração para louvar a sua fé. Eis um trecho de Acróstico de Fé, de sua autoria: “ Juiz Fiel,Pai da Eternidade,Príncipe da Paz/Emanuel muitíssimo amado é um Deus forte/Senhor dos Exércitos que tudo sabe e faz/Ungido que na Cruz venceu por nós a morte/Salvação para as almas somente o Senhor traz..”
·O MENSAGEIRO - Vindo também do Rio Grande do Sul, mais especificamente da cidade de Porto Alegre, agradeço o envio do “Jornal Cultural Mensageiro”, editado pelo amigo Arthur Filho. O “Mensageiro” é registrado na Biblioteca Nacional e é filiado à FEBAC - Federação Brasileira de Alternativos Culturais. O jornal publica poemas, informações culturais, curiosidades, quadrinhos e a coluna “Escrevinhando” de Almir de Carvalho. Arthur Filho é também proprietário da Editora Opção 2. Contato : Rua Espírito Santo, 232/02 – Porto Alegre- RS – Cep 90010.370. Do jornal ,posto um haikai : “ Sem descanso/os grilos vigiam/ o vazio “ ( Humberto Del Maestro)
·“Mesmo entre embates danados e desafio profundo; nós todos somos chamados a transformar este mundo !”(Aloísio Bezerra) . Por hoje é só, abraços a todos. Paz e poesia !!!
Glenda Maier é cronista, escritora e poetisa. Colabora intensamente com a imprensa alternativa. Organizadora dos concursos : Concurso Nacional de Poesia Francisco Igreja, Boletim Poster e Perfil, Coletânea Perfil, Concurso e Coletânea 400 Anos da Baixada de Jacarepaguá.Edita a publicação “Vivências”)
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; em será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um côndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso onfuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Poema XV Gosto quando te calas porque ficas como ausente, e me ouves desde longe, e minha voz não te alcança. Parece que teus olhos tivessem voado e parece que um beijo, te cerrasse a boca.
Como todas as coisas estão cheias de minha alma... emerges tu das coisas, cheia de minha própria alma. Borboleta de sonhos, és como minha alma e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto quando calas porque ficas como ausente, estás como que se lamentando, borboleta que sussurras.
Me olhas de longe e minha voz não te alcança. Deixa que me cale com teu silêncio. Deixa que eu também fale com teu silêncio, Iluminado como uma lâmpada, simples como uma aliança.
És como a noite quieta e estrelada, teu silêncio é como uma estrela, tão distante e singelo. Gosto quando calas porque ficas como ausente. Distante e dolorida como se tivesses morrido. Uma palavra então, um sorriso basta. E já fico feliz, feliz com aquilo que não é certo.
Pablo Neruda
( extraído de um email enviado por Célia Morgado )
*
Porque Abraço o Mundo
É preciso abraçar o Mundo para não perdê-lo:
Ouvir a sonância e a dissonância de seus povos conhecer as marcas de suas Terras e tomar conhecimento da Natureza inteira... deixar que o nosso coração ritmado se integre ao ritmo dos fenômenos naturais...
Abraçar o Mundo: irmanar-se às outras gentes, assimilar todas as diferenças e somar pontos às igualdades das demais Pátrias, pois todos somos pertencentes à Terra, semeados no mesmo Cosmos...
Abraçar o Mundo: festejar as suas festas, lamentar as suas guerras, chorar as suas dores e misérias, sobretudo,caminhar juntos para a verdadeira PAZ!
O Post de hoje é sobre uma publicação da imprensa alternativa, editada por Osael de Carvalho.
O LITERÁRIO
Editor : Osael de Carvalho – Caixa Postal 8109 – Rio de Janeiro – RJ – Cep 21032-970 -Distribuição Gratuita -Periodicidade mensal -
O Jornal O Literário é uma das mais antigas publicações culturais alternativas, circulando à cerca de 25 anos,editada em uma folha de papel A-4, impressa de um só lado do papel. Publica principalmente textos curtos , dando preferência à quadras , hai kais , frases, pequenos poemas e algumas imagens. Da sua edição nº 551, destaco :
Inverno ; está longe a aurora;
a noite é fria demais...
Os ventos passam lá fora
gemendo como chacais.
Humberto Del Maestro :
*
Desconfio que a mulher
Tem manias que não temos,
Quando queremos, não quer
E quer quando não queremos
João Batista Serra
*
Tanto o Humberto como o João Batista e outros que colaboram com textos para O Literário, são militantes da imprensa alternativa. O Humberto edita o Literatura & Arte e o João Batista é editor de O Patusco, publicações de que trataremos posteriormente. Digo isso para citar que a imprensa alternativa é unida
No artigo “ A Força da união de letra e melodia”, Lauro Lisboa Garcia inicia citando uma cena do documentário Palavra (Em)Cantada( direção Helena Solberg) , em que Adriana Calcanhato desconversa sobre a pergunta : letra de música é poesia ?. “..Adriana diz, bem humorada, que a vida é curta demais para perder tempo com essa discussão. Adriana conviveu e trabalhou em férteis parcerias com Wally Salomão. “.. Lauro prossegue, citando “Vinícius de Moraes, Antonio Cicero, Arnaldo Antunes, Paulo César Pinheiro são outros bons exemplares enfocados no filme. Mas há outros mais que fizeram história na MPB : Torquato Neto, Paulo Leminski, Patativa do Assaré,Abel Silva,Cacaso, Geraldo Carneiro.”
Para falar sobre o tema, o articulista recorreu a três compositores e uma letrista poeta.
O compositor Siba diz que : “ Essa discussão é engraçada porque parte do pressuposto de que o que é considerado poesia é a poesia literária. Meu ponto de partida é outro, é o que a gente chama de poesia rimada do Nordeste, que tem uma estética própria. Trabalho para que o texto tenha vida própria, embora muitas vezes esse texto lido perca uma parte do encanto dele que depende do ritmo”.
A poetisa Alice Ruiz diz : “ O tempo do olho é diferente do tempo do ouvido. Para o ouvido você tem de ter uma coloquialidade de tal forma que a pessoa que te ouve seja envolvida imediatamente”.
Para o compositor Vitor Ramil “ a letra de música tem de ter uma ação imediata sobre quem ouve. É bom que a ação dela se prolongue no tempo,para que o ouvinte fique refletindo a partir da letra de uma canção. Talvez a poesia possa ser feita um pouco mais desencanada desse tipo de propósito.”
Outro compositor, Makely Ka, ressalta que uma letra de canção não precisa ser poesia, assim como “bons poemas não necessariamente dão boas letras”
O crítico Luiz Zanin Oricchio cita a opinião de “ Paulo Cesar Pinheiro, grande letrista :” Quem dirá que alguns versos de Chico Buarque não são poesia ?”. O próprio Chico, na entrevista, confessa que se sente incomodado quando o chamam de poeta. “
Eis aqui uma letra do grande Chico, para sua análise :
Li por aí alguém afirmando que Chico Buarque não é poeta, é letrista. Em sentido contrário, Paulo Henriques Britto (em Azougue 10 anos, 2004, p. 263, em entrevista a Sergio Cohn), afirma: “As letras de Caetano Veloso, Chico Buarque, Torquato Neto e tantos outros empolgavam-me por ser poesia e falar das coisas e do tempo em que vivia, no tom exato, com as palavras do meu dia-a-dia, tal como os modernistas haviam falado do mundo deles com um vocabulário e uma sintaxe que antes não eram considerados apropriados à poesia. Estes artistas populares significam a minha fala e as minhas vivências .” É bom frisar que Paulo Henriques, além de poeta, é lingüista por formação acadêmica.
Os letristas seriam poetas “menores”, as letras constituiriam uma sub-literatura, mal comparando a arte com o artesanato?
Sei não. Ouvindo rádio e assistindo televisão, escutando tantas banalidades... Raps e pagodões maçantes, sertanejos acaramelados, axé baiano e reggae maranhense insossos, rock caseiro e hip-hops repetitivos, dá para entender o preconceito em relação às letras de músicas como poesias. Mas, por exceção, deve haver axé, reggae, pagode e sertanejo de qualidade.
Noel Rosa foi ou não foi o poeta da Vila? E que dizer do Cartola? Podemos considerar poeta um Catulo da Paixão Cearense (que era maranhense)?
Eram sim, foram, são poetas e pronto. Caetano é um poeta!
Caberia, no entanto, em contrapartida, também afirmar que nem todas as letras de Caetano e de Chico podem ser consideradas poesia, mas apenas “letras” de música?
Alguém saiu com essa e eu não tinha uma resposta pronta, e deixo aos leitores o direito de resposta, como ao amigo o direito da dúvida. Na mesma linha de raciocínio, também seria possível afirmar que nem todos os poemas de Drummond ou de Bandeira são, em verdade, poesia. Seria admissível afirmar que alguns poemas de Fernando Pessoa seriam “menores”? Também vou escapar pela tangente...
“Luar do Sertão” é poesia com ou sem música. Tive a certeza disso, de forma empírica, quando uma amiga estrangeira, especialista em literatura, ficou impressionada com o poema, apesar de singelo. Hoje estudamos os textos de Catulo da Paixão Cearense e de Noel Rosa na academia como autênticos poemas, sem preconceitos, em dissertações e teses doutorais. Melhor ainda quando o estudioso busca a relação entre a música e o poema pois, sem dúvida, deve haver uma complementaridade (ou ampliação de sentido) entre ambos no ato da criação. A poesia, desde suas origens, sempre esteve ligada ao teatro, à música e a outras manifestações culturais.
O que dizer da inteligibilidade e da legibilidade da música e da poesia? O “intérprete” da música (pensemos em Maria Bethânia) costuma esforçar-se para que o ouvinte entenda o sentido (ou o “sentimento”) da letra da música. Pode até cantar à capela, só com a música das palavras no embalo da melodia, sem qualquer acompanhamento instrumental. O cantautor costuma valorizar sobremaneira a mensagem de suas composições tanto quanto o declamador ou o performer em um sarau ou poemashow. No entanto, muitos cantores (medíocres) não atinam para o significado das palavras que cantam e parece que o público ouve e não entende nada... e até gosta! Música sem mensagem explícita, sem significado apreensível, apesar da letra.
Por último, antes que eu me esqueça, o que é mesmo poesia? Existem muitos tratados sobre o tema, é assunto para outra ocasião.
·* *
Antonio Lisboa Carvalho de Miranda émaranhense nascido em 5 de agosto de 1940..... Membro da Academia de Letras do Distrito Federal, foi colaborador de revistas e suplementos literários como o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil e também o La Nación (Buenos Aires, Argentina) e Imagen (Caracas, Venezuela).... Professor e ex-coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília, Brasil, ministra aulas e cursos por todo o Brasil e países ibero-americanos. Também é consultor em planejamento e arquitetura de Bibliotecas e Centros de Documentação. Exerce atualmente a função de Diretor (interino) da Biblioteca Nacional de Brasilia, desde fevereiro de 2007.Doutor em Ciência da Comunicação (Universidade de São Paulo, 1987), fez mestrado em Biblioteconomia na Loughborough University of Technology, LUT, Inglaterra, 1975.... Sua formação em Bibliotecologia é da Universidad Central de Venezuela, UCV, Venezuela, 1970.....Diretor da Biblioteca Nacional de Brasília desde março de 2007.
Para ilustrar o post, uma letra(poema?) de Caetano Veloso, inserido no famoso disco de 1970
Acrilírico
Composição: Caetano Veloso/Rogério Duprat
Olhar colírico Lirios plásticos do campo e do contracampo Telástico cinemascope teu sorriso tudo isso Tudo ido e lido e lindo e vindo do vivido Na minha adolescidade Idade de pedra e paz
Teu sorriso quieto no meu canto
Ainda canto o ido o tido o dito O dado o consumido O consumado Ato Do amor morto motor da saudade
Diluído na grandicidade Idade de pedra ainda Canto quieto o que conheço Quero o que não mereço O começo Quero canto de vinda Divindade do duro totem futuro total Tal qual quero canto Por enquanto apenas mino o campo ver-te Acre e lírico o sorvete Acrilíco Santo Amargo da Putrificação
olhos plastificados detalham espaços indecifráveis de visão noturna. um sistema de cores quilates no movimento insólito das vibrações. pairam esferas num escuro absoluto entrelaçando olhos temporários.
Gente querida : o post de hoje é sobre algumas correspondências recebidas, de diversas partes do país : Um feliz fim de semana..
·Inicio o post com o registro do recebimento da publicação “O Melhor da Poesia Evangélica #3”, editado pelo amigo Sammis Reachers, no Rio de Janeiro .Desde que se converteu, Sammis se dedicou a divulgar escritores evangélicos e a elaborar poemas com temas religiosos. Dessa publicação, destaco o poema “A Oração”, de Joanyr de Oliveira : “ A oração é uma senda/- por ela sigo, vou longe/ Com ela toco e até movo/ as nobres mãos de meu Deus.// A oração é uma nave/sem casco,timão ou remo/Mas nada tão alto e célere,/e nada mais poderoso..”Outros poemas podem ser conferidos no blog do Sammis : http://www.poesiaevangelica.blogspot.com.
·De Mato Grosso recebo a publicação “Pantanal Poético”, editado por Benedito C.G.Lima. Desta ,transcrevo o poema Cantigas, de Hélio Ferreira : “ Meu arco-íris/ de múltiplas cores/ minha menina/minha ciranda/ Nos teus braços, cirandei/ Passarinho vadio/ arisco/ de penas bonitas/ Só a vida me arresponde/ te leva numa cantiga leve/ que ficou no fundo do quintal”. O endereço eletrônico do Lima é beneditocglima@bol.com.br e o endereço do seu blog é http://www.beneditocglima.blogspot.com.
·Igualmente acuso o recebimento do jornal O Capital, jornal de resistência ao ordinário, editado em Aracaju, Sergipe, por Ilma Fontes. Em seu editorial, Ilma diz :” Quando você foi embora, eu tinha um pé deavenca que só faltava falar, de tão presente e viva. Morreu,ninguém sabe como aconteceu, murchou, secou, feneceu. Aliás, como tudo em volta, depois que você me disse adeus.//Quando você foi embora, você botou minhas violetas no sol e na chuva, para que eu nunca mais confiasse um fiapo de vida minha aos seus cuidados. Você deixou bem claro: não te amo mais. Recado lido nas orquídeas assassinas.// Tolice pensar que o amor vive de amor, se nutre de si mesmo e anda com suas próprias pernas.O amor se nutre da seiva das orquídeas,hora ressuscita em fotografias esquecidas,ora pede licença para se recolher e morrer,ora não pede desculpa nem perdão, ora morre mesmo, como as avencas”. Só mesmo um jornal cultural como O Capital, pode se dar ao luxo de ter um poema como esse no editorial !!.
·Ainda em O Capital, cito o poema Mas, de Deivid Junio : “ eu escrevo com vermelho sobre vermelho/ risco o chão negro com carvão/e fito o céu azul dentro de teus olhos//fotografo-me dentro do espelho/sigo a reta de uma rota incerta/e ladro mais forte que um cão/mas quando te tenho/risco o chão negro com vermelho/e escrevo com vermelho sobre o carvão”. O Capital ,como já foi dito, é editado por Ilma Fontes. Redação: Av.Ivo do Prado, 948, Aracajú/SE, CEP 49015.070.
·Vindo do Rio Grande do Sul, mais especificamente da cidade de Santiago, agradeço o envio do jornal Letras Santiaguenses, editado por Auri Antonio Sudati e Zé Lir Madalosso. Dessa publicação, temos o poema Páramo, de Zaira Cantarelli (Porto Alegre- RS):“Assuntos e críticas/carcomidos às colheradas/com casca e pele//O coração esfolado/é um latifúndio de dores./A vida em rugas/sem cor sabor e aroma/amarga a mesmice/ Antídoto: visitar Clarice/ Cecília e Mário Quintana.”. Páramo obteve o 2º lugar no VI Concurso Aureliano de Poesia. O primeiro lugar foi obtido por Odemir Paim Peres Júnior, com o seu “ Oráculo da calçadas”. O endereço eletrônico da poetisa Zaira é zairacantarelli@yahoo.com.br e o endereço para correspondência do jornal literário Letras Santiaguenses é Caixa Postal 411 – Santiago/RS – CEP 97001.970.
·“Reconheço-me nas palavras indomáveis, que na primavera evocam flores, nos horizontes singrados de ocasos” ( Denise Beatriz da Silva Reis ) . Por hoje é só, abraços a todos. Paz e poesia !!!