
JORNADA Eis-me aqui, o que restou de mim depois de uma jornada de trabalho, Um resto de pessoa, um rebotalho, cansado e consumido pelo dia. Eis-me aqui, tal como sou, poeta, sem tempo de viver e sem poesia, cansado de fabricar imagens falsas na busca pelo pão de cada dia. Eis-me aqui, tal como sou, um trapo, me coma, me consuma, consumido, Vamos juntar nós dois nossos fracassos, Ajunte o seu cansaço ao meu cansaço, Que sou teu, comprovado e assumido. Vamos fazer da noite o nosso dia, O nosso mundo, a nossa fantasia, A nossa fuga, a forma de viver. Vamos viver a noite, lado a lado, Idéias, mentes, corpos abraçados, Porque amanhã o sol há de nascer Castelo Hanssen Guarulhos – São Paulo (in “Canção pro Sol Voltar “ Editora do Escritor Ltda” )
Divergência 
Quando tua mão feminina percorrer com carícia meu corpo estarei em êxtase deliciando-me a penetrar-lhe a alma. E em gozo sempre contínuo juntos unimos a dualidade do sofrimento e prazer amor e ódio. Na eterna dissonância entre o macho e a fêmea. Bené Chaves ROUBADO do blog “O Apanhador de Sonhos “ - http://oapanhadordesonhos.blogspot.com/ Bené Chaves <benechaves[arroba]digizap.com.br>, natalense, é escritor-poeta e crítico de cinema. Livros Publicados: a explovisão (contos, 1979) - castelos de areiamar (contos, 1984)
Escrito por Touché às 23h12
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