IMPRENSA ALTERNATIVA POSTAL CLUBE – O JORNALZINHO Informativo bimestral do Postal Clube (Amizade com Poesia) http://www.imagina.com.br/postalclube/ AMOSTRA Grátis 
Sou simples e nada afeta Os meus costumes banais, Mas me orgulho em ser poeta Escrevendo madrigais Humberto Del Maestro ______________ Poeta é alguém que procura Iluminar tudo e nada, Baseado na arquitetura Das nuvens da madrugada ! Suave lua se eleva E um doce véu se desata, Vestindo a nudez da treva Com leves sonhos de prata ! Eno Theodoro Wanke - SE DEUS ME DESSE Se Deus me desse o dom De meus versos improvisar Me sentiria um mestre Na arte de versejar. Um poeta de mão cheia Preso livre da cadeia Um menestrel ao luar. Conversar com rimas quentes, Qual o poeta cantador De meu sofrido Nordeste Mas sempre cheio de amor. Ah, meu Deus, que bom seria, Respirar só poesia Neste mundão de horror.. Arlindo Nóbrega
Escrito por Touché às 21h33
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IMPRENSA ALTERNATIVA POSTAL CLUBE – O JORNALZINHO Informativo bimestral do Postal Clube (Amizade com Poesia) http://www.imagina.com.br/postalclube/ 
O Postal Clube é um informativo dos sócios do Postal Clube, editado por Araci Barreto da Costa. Com registro no Escritório de Direitos Autorais do Ministério da Cultura nº 106935 Livro 157/fls. 91. A publicação traz frases, poemas , contos, crônicas, relação dos aniversariantes , divulgação de livros e jornais da imprensa alternativa , divulgação de concursos e eventos literários. A história da publicação e maiores informações estão na página do Postal Clube na web, no endereço http://www.imagina.com.br/postalclube/
Uma parede O homem foi, com os outros, pegar tijolos caídos do caminhão, pelo excesso de carga, no acostamento da via carroçável. Em casa, ajudado por vizinhos como ele, pobres, ergueu uma parede em seu barraco. As crianças observaram curiosas. Aprendiam. Depois, a mãe falou : “ – Agora eu tenho uma parede de verdade ! “. Os olhos do homem marejaram, mas ninguém reparou. [Djanira Pio]
Escrito por Touché às 21h34
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ANTICABEÇA  apartado de mim; ferocidade;
essa matéria do olhar atravessando folhas; cegasse o vento reptante: replicantes jias, alinhavando deserções. esses breus, seara difratada onde retráteis garras do ínfero. ao modo de borrão: ambíguo desgarre, em acúmulo áspero de grafias. escavasse desde o centro em desmedida, e anulasse as cores da paisagem. ....................... ambivalência do inseto que se desenha íbis, amêijoa, escaravelho, folhas ou fíbulas, fúrias ou órbitas insustentáveis de outra orla, outro círculo plasmático. tudo está no dorso da pupila. Claudio Daniel (Do Blog Pele de Lontra - http://peledelontra.zip.net) Sobre o excelente blog do Claúdio, vale a pena transcrever o que ele escreveu no Pele de Lontra IV : “ Caros, há poucos dias escrevi, respondendo ao comentário de um leitor, que “procuro usar o espaço da Pele de Lontra para divulgar o trabalho de autores novos, que em geral nunca serão resenhados na seção Rodapé da Folha de S. Paulo. Isto não quer dizer que eu deseje unanimidade (que é sempre burra, como dizia Nelson Rodrigues). Acho importante abrir espaços de discussão na mídia alternativa, como a internet, para que possamos analisar criticamente, de modo argumentativo, a produção dos mais novos. É isto o que se espera da crítica séria: critérios de escolha e argumentação. E justamente isso é o que falta nos cadernos culturais da imprensa diária, que apenas louvam os nomes consagrados pelo establishment rumoroso e silenciam em relação aos demais. É contra isto que eu sempre lutei e continuarei lutando, aceitando pagar o preço pela dissidência”. Nesse mesmo comentário, feito a respeito da publicação de um poeta jovem aqui no blog, disse, mais adiante: “Voltando a tuas mensagens, são sempre bem-vindas, escreva quando quiser. Sempre aprovo mensagens críticas quando sei que são sinceras e sem intenção agressiva; as poucas mensagens que recusei publicar até hoje eram ofensivas. Discussão de idéias é outra coisa, e a Pele de Lontra sempre esteve aberta a isso”. Recupero este texto para responder a outro leitor, inclusive para desculpar-me pelo tom talvez um pouco emocional de minhas respostas. Às vezes, no calor da discussão, podemos exagerar um pouco no uso das palavras, o que, claro, é perdoável, de parte a parte, quando nos animamos muito com o tema discutido. Porém, quero deixar bem claro que não fico chateado se alguém escrever algo diferente daquilo que penso, nos comentários aos posts, desde que haja respeito, sinceridade e argumento. Escrevam discordando de mim, por que não? Como dizia o Millôr Fernandes, “livre pensar é só pensar...”. - Há braços, Claúdio . http://cantarapeledelontra.blogspot.com)
Escrito por Touché às 22h47
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